Homenagens: Geraldo Sarno e Docdoma

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Homenagem a Geraldo Sarno

Dia 19/08 às 17h35 (Unibanco – Sala 2)

Coronel Delmiro Gouveia, de Geraldo Sarno. RJ, 90’, cor, digital, 1979.

Conversa com o diretor após a sessão.


Dia 21/08 às 17h50 (Unibanco – Sala 2)

Viramundo, de Geraldo Sarno. SP, 40’, p&b, digital, 1964/65.

O Último Romance de Balzac, de Geraldo Sarno. RJ, 74’, cor, digital, 2010.

Conversa com o diretor após a sessão.


Dia 23/08 às 15h20 (Sala Walter da Silveira)

Coronel Delmiro Gouveia, de Geraldo Sarno. RJ, 90’, cor, digital, 1978.

Dia 25/08 às 15h30 (Unibanco – Sala 2)

Viramundo, de Geraldo Sarno. SP, 40’, p&b, digital, 1964/65.

O Último Romance de Balzac, de Geraldo Sarno. RJ, 74’, cor, digital, 2010.

Conversa com o diretor após a sessão.


A  LINGUAGEM  DO  CINEMA

Por Geraldo Sarno

Uma nova proposta de linguagem cinematográfica paira sobre nosso cinema. Em Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, São Paulo, Bahia uma nova geração de cineastas rompe com as formas construídas desde o início dos anos 60, rompe com as formas estabelecidas pela mídia a reboque de Hollywood e inaugura uma nova maneira de articular a linguagem cinematográfica. Creio que seu objetivo central é fazer o cinema pensar, fazer do cinema uma linguagem que pensa. Uma arte do pensar.

(trecho de texto apresentado em julho de 2011, no III Encontro de Documentaristas da América Latina e Caribe, em Buenos Aires)

VIRAMUNDO

Geraldo Sarno – SP - 40’, p&b, 35mm, 1964/65


A literatura de cordel consagra vários heróis que emigram do sertão para os grandes centros: Lascamundo, Furamundo, Rompemundo, Batemundo. Chico Viramundo é o primeiro deles, o famanaz, o que abandonando a terra em que se criou torna-se famoso com as fabulosas proezas de trabalho e esforço de que é capaz. Mas a realidade nem sempre respeita o mito. Em cinco atos (o desembarque, o trabalho na construção civil, o trabalho na indústria, a caridade das religiões e o retorno), Viramundo termina como começa, na estação de trem. São Paulo, para grande parte desses imigrantes, é um local de passagem, provisório e áspero. A narração, apenas no início do filme, situa e dá as dimensões numéricas do drama: não explica o filme. Em seguida a narrativa do discurso documentário se constrói com a montagem de planos que se sustentam em entrevistas (até a construção civil), com o choque de depoimentos conflitantes e antagônicos (a indústria), e por fim (as religiões), com a simples montagem dos planos resultantes do registro documental de fatos, a qual não faltam perspectiva crítica e humor.

CORONEL DELMIRO GOUVEIA

Geraldo Sarno  - RJ - 90’, cor, digital, 1978

Em fins do século XIX, Delmiro Gouveia, rico comerciante e exportador do Recife, sofre perseguições políticas. Seu estilo arrojado e aventureiro lança contra ele muitos inimigos, inclusive o governador do Estado. Falido e perseguido pela polícia do Governador, Delmiro refugia-se no sertão e recomeça sua atividade de exportador de couros. Monta uma fábrica de linhas de costura, aproveitando a energia elétrica da usina que constrói na Cachoeira de Paulo Afonso e o algodão herbáceo nativo na região. Os ingleses da Machine Cottons, ex-senhores absolutos do mercado, enviam emissários para negociar a situação criada. Delmiro nega-se a vender ou associar-se. É assassinado em 10 de outubro de 1917. Em 1929, a fábrica é adquirida pelos ingleses, destruída e lançada nas águas da Cachoeira de Paulo Afonso.


O ÚLTIMO ROMANCE DE BALZAC

Geraldo Sarno -  RJ - 74’, cor, vídeo, 2010


Em 1965, Waldo Vieira, médium espírita que trabalhava com Chico Xavier, psicografa o romance Cristo espera por ti, ditado pelo espírito do escritor francês Honoré de Balzac. O psicólogo Osmar Ramos Filho dedica-lhe 10 anos de estudos e, a partir dele, faz interpretação bastante original do romance La peau de Chagrin (A pele de onagro), que o filme encena em forma de cinema mudo. Então o filme nos lança num tema talvez bastante atual: o de um Fausto moderno, do artista que se confronta com o suicídio na medida em que se convence que a realização da obra de arte o leva à morte. A arte mata o artista, um tema caro a Balzac.





Sessão 5 Anos DocDoma Filmes

Dia 21/08 às 20h30 (Unibanco – Sala 2)

Na Terra do Sol, de Lula Oliveira. BA, 12’, cor, 35mm, 2006.

Vermelho Rubro do Céu da Boca, de Sofia Federico. BA, 15’, cor, 35mm, 2007.

Paralelos, de Alexandre Basso. BA, 15’, cor, 35mm, 2008.

Premonição, de Pedro Abib. BA, 12’, cor, 35mm, 2011.

Conversa com os diretores após a sessão.



Criada há 5 anos, a DocDoma Filmes nasceu do espírito coletivo de um grupo de jovens profissionais da área de cinema, movidos pelo interesse no desenvolvimento do potencial audiovisual baiano e brasileiro. Temas com algum teor regional mas sempre com forte apelo universal, além do esmero técnico e artistico: talvez essa equação seja a razão para os filmes da DocDoma estarem figurando  consecutivamente nos principais festivais do país. Em 2008 Paralelos ( Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro ) e Cães ( Festival de Brasília ) , em 2009 Filhos de João - Admirável Mundo Novo Baiano ( Festival de Brasília ), em 2010 Trampolim do Forte ( Première Brasil - Festival do Rio )  e em 2011 Premonição (Festival de Brasília ).


O biênio 2011/2012 marca a chegada dos primeiros longas deste coletivo audiovisual no circuito comercial de cinema : a co-produção Filhos de João-Admirável Mundo Novo Baiano (estreou em 14 capitais em Julho de 2011) e Trampolim do Forte, que tem lançamento apontado para o verão 2012. O esperado documentário em longa metragem Cuíca de Santo Amaro, já em finalização, será o próximo título a ser lançado.


Na terra do sol

Lula Oliveira – BA – 12’, cor, 35mm, 2006

Sertão de Canudos (BA), 5 de outubro de 1897. Os quatro últimos sobreviventes do povoado estão entrincheirados pelo exército da República, defendendo a igrejinha construída pelo messias Antonio Conselheiro. Eles hesitam entre morrer de sede ou tentar furar a barreira para pegar água.

Prêmio BNB para melhor produção nordestina - Jornada de Cinema da Bahia 2006. Melhor Dir. De Arte Festival de Maringá.

lula@docdoma.com.br


Vermelho rubro do céu da boca

Sofia Federico – BA – 15’, cor, 35mm, 2007

A jovem Candolina vive de fantasias: apaixona-se por um desconhecido que lhe manda rosas. Na sua rotina de tarefas domésticas na beira do rio, espera a vinda do “moço”, mas o que sempre chega diariamente são rosas vermelhas sem espinhos, trazidas pela correnteza. Candolina agora está decidida a partir atrás do “moço”. Mas somente a força das águas do rio poderá trazê-lo para perto dela.

Projeto vencedor Edital Curtas Minc
Seleção Oficial Festival de Gramado 2006 / Seleção Oficial Festival Luso-Brasileiro 2006 (Portugal) / Prêmio Melhor Filme Júri Popular-Curta Pará-Cine Brasil 2006 / Melhor Fotografia (Antonio Luis Mendes ) - Vitória Cine Vídeo 2006.

sofiafederico@uol.com.br


Paralelos

Alexandre Basso – BA – 15’, cor, 35mm, 2008

Com o fim do trem de passageiros no interior do pantanal, só existem dois caminhos para Pedro: esperar ou esquecer.

Finalista do Grande Vivo do Prêmio Brasileiro de Cinema-2008 / Melhor direção e som (Chico Bororo) Cine Ceará-2007 / Melhor trilha sonora e desenho de som (Fernando Basso) - Festival de Cuiabá 2007 / Festival de Thesalonika  - Grécia 2007.

alebasso1@gmail.com

Premonição

Pedro Abib – BA – 12’, cor, 35mm, 2011

Na antiga Salvador da década de 40, no antigo botequim de Seu Antero (Antonio Pitanga), uma casal de amantes, dois capoeiristas, um vereador e um misterioso personagem partilham suas incertezas e medos presentes na alma mas sobretudo, a angústia da preeminência da morte .

Vencedor do Edital BR para curtas. Em competição no Festival de Brasília 2011.

pedrabib@gmail.com






ESPAÇO UNIBANCO DE CINEMA GLAUBER ROCHA

Endereço: Praça Castro Alves s/n – Centro

Tel: 3011 4706/ 3322 0302