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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Comentário - O Juri
O Juri é um exelente filme que apresena uma série de informações subentdidas qe sã esclarecidas no decorer da trama. Estrelado por John Cusack e Dustin Hoffman, o filme se mostra uma grande trama na qual um casal de "vigaristas" especializados na manipulação de sentenças judiciais por meio do Juri popular, tenta manipular desta vez a sentença que irá inocentar ou incriminar um grande milionário dono de uma das maiores organizações que fabricam armas para venda popular pela morte de um pai de familia.
Nicholas Easter (John Cusack) e Marlee (Rachel Weisz) entram no Juri por meio de uma série de armações, mas se deparam com proficionais na arte da manipulação, mas conseguem dominar o "Jogo" e põe o Juri a venda, aquele que pagar mais terá a causa ganha. Durante a Trama, os fatos vão sendo esclarecidos e os vilões começam a virar mocinhos.
Este é realmente um filme admirável e uma exelente pedida para quem gosta de filmes inteligentes que instigam o raciocínio.
Mariana Dias
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
TCC sobre cinema
Gostaria de receber informações sobre o cinema novo brasileiro, pois estou organizando um tcc sobre este assunto.
nevio fernandes
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Filme Tropa de Elite
Tropa de Elite, Sociedade, e Outras Discussões
*Por Francisco Gutemberg
O Filme Tropa de Elite, do respeitado cineastra José Padilha, chega aos cinemas brasileiros já com algum atraso e provocando enorme estardalhaço. As razões para tal frisson estão, possívelmente, relacionadas à autenticidade com que é retratado o cotidiano urbano carioca. Pesam também, para maior ganho de polemica, (i)o fato do filme não ter sido o escolhido para representar o Brasil no Oscar 2007, (ii)a chegada ao público (vazamento) de quase todas as cenas e roteiro do filme, antes de serem definidas as ações finais relacionadas à exibição, e (iii)as duras criticas à direção do filme, acusada de aceitar e incentivar a tortura e de criminalizar o usuário de drogas.
As virtudes técnicas do filme passam pelas opções de cenário, sempre adequadas ao projeto de trama; a sonoplastia, bastante atraente aos ouvidos da molecada que curte o rock e o hip hop; e a prodigiosa atuação do ator baiano Wagner Moura. Trata-se, na verdade, de um filme de trama fácil e limitada, algo mais próximo do documentário e do espetáculo, seja pela falta de profundidade no universo psicológico dos personagens, seja pela carência de recursos artístico-intelectivos provocadores de maiores variedades interpretativas na sua recepção. Contudo, possivelmente, estas limitações sejam justamente o que representa sua maior virtude: aproximar o público, falar a sua língua, sem espaços para maiores divagações que não sejam as que conduzam o interprete ao choque, ao fim da anestesia, à reflexão ligeira e direta sobre a violencia que se instalou lá fora. No papel de ator principal, a polícia militar.
Segundo reportagem da Revista Veja o filme é um retrato desasombrado da violência urbana (...), do ponto de vista dos policiais que matam e morrem na guerrilha das favelas; e ainda, O BOPE é uma espécie de aerosol da criminalidade (grifos meus). Do que se percebe de inferências como estas, repetidas por quase todos os outros grandes veículos da imprensa escrita e televisiva, é um comportamento tendencioso que considera a discussão sobre a violencia, e o papel da policia, como algo localizado exclusivamente no ambito da administração do Estado, relacionando as idéias de causa e conseqüencia às ações (ou ausência delas) do governo, da polícia e do crime organizado. Trata-se, na verdade, de um debate não declarado entre a semântica do civil-intelectual-jornalista-cronista e a semântica da Policia. Esta, não aceita ser responsabilizada sozinha, e acusa, com grande razão, aqueles que inadivertidamente tecem comentários sobre a Instituição Policial, depreciando seus valores, sem a autoridade de quem transita por lá, sem a experiencia de quem labuta diariamente com o submundo da criminalidade.
A imprensa, dizendo-se preocupada com a crise moral e institucional que ronda o Brasil, e fingindo-se atonica com uma sociedade que só aplaude sua polícia quando ela se comporta como o bandido, o faz, na verdade, “esquecemdo-se” de revelar a grande contribuição que dá para este processo, dos critério que usa (ou deixa de usar) na seleção de sua programação. Nisto não nos deixam mentir as temáticas dos filmes chamados de Ação que chegam nas “Tela Quente” de toda segunda-feira, nem os bacanais improvisados sob lençóis e o eslogam do tipo “A Casa mais Vigiada do Brasil”... Bem eu poderia passar boa parte deste artigo listando programas de praticamente todas as TVs que em nada podem ser identificados como inocentes, educativos, éticos, enfim, colaboradores da virtude e da moral em nossa sociedade.
O projeto político da grande mídia brasileira, entojado no sotaque carioca do “Jornal nacional”, interessa-se especialmente pelo espetáculo, pela pilhagem, pelo que, de preferência, mostre o quanto além de inteligentes e amigáveis, os “artistas” e “intelectuais “ globais são bons, são do bem, são do lado do povo, escondendo assim toda as brigas de bastidores (Globo X Record, Veja X Época, etc) todas as hipocrisia, ilicitudes e putrefação que corregam nas suas sempre atualizadas histórias. A essência deste projeto passa pela manutenção do status quod, ou seja, o continuísmo dos privilégios, a força das elites, representados nos gritos bem comportados de quem assiste a mais um jogo da Seleção ou a mais uma reportagem “inédita” sobre a vida e obra da Santa Xuxa Meneguel.
O Estado, por sua vez, é um dos grandes culpados pela condição de refém do cidadão, no que tange ao conhecimento e a informação, isto porque, promovedor de políticas pouco, ou quase nada, interessadas pela melhoria das condições sociais do seu povo, notadamente, no que se refere a educação, preparou o terreno propicio para a mídia eletrônica do entretenimento, com o conseqüente desenraizamento cultural da sociedade, e uma perigosa inversão de valores. Inclusive, a este respeito, a de se atentar para o que se convencionou chamar de cultura brasileira, ou carioca, ou mineira, ou baiana (tocar tambor, brincar atrás do trio, declarar-se “da paz”). Estas definições, na verdade, são adaptadas a uma expectativa de convívio harmoniosa e “fraternal”, “bem comportada”, sem espaço para a reformulação dos estratos sociais e questionamentos mais profundos e delicados. O brasileiro, e digo não somente o da periferia, aprendeu a deixa que outros pensem por ele, digam-lhe quem são os “bonzinhos” e os “malzinhos”, o que o certo e o que é o errado.
Quanto ao intelectual, bem, este dorme o sonho dos anjos, embalado pelas músicas, nas ondas de radio e TV, dos mais novos sucessos, nas suas tribos, na festa de lançamento do livro tal. Ele está fazendo planos, prepara o seu carnaval e o próximo reveillon em Angra ou Salvador, sob a proteção e a distancia necessárias à sua sobrevivência, e sempre atento a não aborrecer a quem lhe traz o dividendo e os elogios, a quem o elege e patrocina como “artista”. Os poucos que descem da rede e levantam a voz, são boicotados, rotulados, desqualificados e deportados para as terras distantes, de onde o povo não pode ouvi-los. - Com a palavra, os caetanosvelosos da vida, que se julgam tão mais artistas que os outros, tão mais inteligentes e capazes, que não perdem um desfile de escolas de samba no Rio, e que, no entanto, emudecem diante do tão grave quadro social que vivemos.
Mas, voltemos a Tropa de Elite, e parabenizemos a belíssima atuação do nosso Wagner Moura. Falemos sobre cinema, o grande cinema mundial (pensem em Holliwood), que estimula o culto ao estrelato, saldando não apenas a magia e força da personalidade, da individualidade, mas especialmente o culto da massa (já que o cinema é hoje, em países periféricos como o nosso, um dos mais bem sucedidos veículos de manifestações visuais), do espetáculo, nos movimentos coloridos e vibrantes de suas imagens. O resultado contra-revolucionário (como quase sempre ocorre) é a corrupção (imbecilização?) do interprete (cliente?), para quem o versátil quitandeiro-jornalista-aprendiz-de-cronista se adianta em vender suas interpretações já apodrecidas. Sim, a imparcialidade não passeia pelos planos desses senhores. Não, não há ética (que diabo é isto, meu filho!) sobre as mesas de quem decide o que deve ser chamado de arte, cultura e verdade (dá um bom eslogam publicitário). Neste contexto, Tropa de Elite é muitíssimo bem vindo, é empolgante, muito menos pelo que deixa como provocação, do que pelo espetáculo, pelo “show”. Afinal, o cinema é mercadoria.
Quanto à recepção do filme de Padilha, deve-se lembrar que a decisão interpretativa de qualquer obra leva em conta duas premissas: as potencialidades latentes no interprete de se aproximar ou se afastar de determinado tema, considerando-se, especialmente, a sua familiarização com o assunto em questão; e a empatia (emoções desencadeadas, impressões, auto-identificão etc) resultante destes contactos. A idéia de texto ideal, ou seja, aquela que se investe de levar ao leitor à interpretação perfeita, bem sucedida, no caso de Tropa de Elite, alcança grande sucesso, haja vista o investimento na linguagem, na ambientalização e na opção narrativa. Trata-se de um filme vibrante, que atrai especialmente a massa, o homem simples e curioso, que quer vislubrar os bastidores de um mundo ainda bastante oculto para a maioria das pessoas, os bastidores da polícia militar.
Em verdade, no interior de cada segmento social (a policia militar é um dos mais antigos e representativos exemplos) as formas de percepção da coletividade que o compõe se transforma ao mesmo tempo que seu modo de existência. Nesta visão, e partindo de um contexto soteropolitano, não caberiam maiores elocubrações comparatorias, porque reducionistas, em digressões sobre a Policia Militar da Bahia em relação ao que ocorre hoje com a polícia do Rio de Janeiro e retratado na pelicula Tropa de Elite.
Não se pode presumir a realidade social baiana, no que tange a questão da segurança pública, abstraindo-se de seu contexto, circunstâncias e limitações próprias da sua cultura. Nossa polícia tem identidade própria, tem valores e tendencias frutos das próprias relações com a sua comunidade. E os problemas relacionados à segurança pública e sua operacionalidade devem ser tratados à luz de uma novo projeto que busque contemplar as espectativas do seu povo em todos os seus segmentos representativos.
A Corporação, digo PMBA, deve dar maior versatilidade ao seu projeto de aproximação com a comunidade, revisar alguns antigos comportamentos, algo que, inclusive, já está sendo feito, a fim de não se perder o bonde da história, no sentido de ressaltar ao cidadão a condição da nossa Polícia Militar: instituição primeira de proteção da vontade legal (deveres) e baluarte de garantia dos direitos do cidadão.
Aliás, vai aqui uma rápida discussão sobre o termo “Cidadão”. No Brasil, desde a promulgação da Contituição de 1988, palavras como “cidadania” e “cidadão” passaram a fazer parte do nosso dia-a-dia. Segundo o Dicionário Houaiss (2002), Cidadania é a qualidade ou condição do cidadão (...) Condição de pessoa que, como membro de um Estado, se acha no gozo de direitos que lhe permitem participar da vida política. E Cidadão seria, ainda nas palavras de Antonio Houaiss, o indivíduo que ... usufrui de direitos civis e politicos garantidos pelo mesmo Estado e desempenha os deveres que, nesta condição, lhe são atribuídos (grifos meus). Isto posto, pensemos agora no brasileiro que se intitula “cidadão”, e reflitamos: (1)Direitos constitucionais como os que garantem salário digno ao trabalhador, a educação de boa qualidade e assistencia médico-hospitalar adequada, são verdadeiramente cumpridos no Brasil? O brasileiro da periferia é, sob esta premissa, um cidadão? (2)Os deveres constitucionais relacionados ao cumprimento das leis, especialmete aquelas identicadas com o pagamento de impostos, com as relações trabalhistas, com o cumprimento de prisão por pratica de crimes como homicídio, roubo e corrupção, alcançam realmente as classes mais altas no nosso país? Sob esta perspectiva, os membros de nossas elites podem ser considerados “cidadãos”?
Disto, fica-nos a impressão de vivermos numa sociedade em que poucos podem ser chamados de “cidadão”. Uma sociedade que vive em um mundo paralelo ao do humanismo e respeito às potencialidades individuais, e que a cada fevereiro e feriado festeja sua condição sob a égide da hipocrisia.
Graduado em Letras Vernáculas pela UFBA
pós-graduado em educação pela uneb
. Sargento da Polícia Militar do Estado da Bahia
Francisco Gutemberg
sábado, 3 de novembro de 2007
filmes P&B
Eu gosto de filems em preto e branco, sejam eles quais forem. Gosto muito do Gordo e o Magro e dos das décadas de 30 a 50. Como posso obter tais filmes ? ou pelo menos a relação deles ?
MARCUS SAIORO
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Contato
Olá! Em primeiro lugar, quero dar os parabéns pelo site. Sim estou iniciando uma pesquisa sobre curtas sobre circo, gostaria ter o contato da cineasta Paula Gomes.
Grato
Theo Gravinis
Theo Gravinis
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Jornada premia o presidente do evento!
Qual o sentido ético de tal gesto? Ninguem questiona estas coisas por aqui? Estamos tao acostumados a absurdos, que mais um nao faz a minima diferenca.
Roberto Martins
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Trailer
Boa tarde !
Sou academica do curso de Comunicação , com habilitação em Publicidade e Propaganda , estou no ultimo semestre e meu trabalho de conclusão de curso é sobre Trailer , mas especificamente do Trailer como ferramenta de marketing ... acessei o site e gostei muito , gostaria de saber se vocês tem algum material que poderiam me fornecer , ou quaqluer outra ajuda , indicação ...
Aguardo resposta e agradeço desde já
Lilian dos Santos
terça-feira, 28 de agosto de 2007
o caipora
quero informção sobre o filme o caipora. 1963,produzido por Winston Carvalho. elenco Carlos Petrovich, Milton gaucho, Adélia Prado,,Leonel Nunes, entre outros. tirem o da prateleira, seja onde estiver.
nilso ferreira firmo
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
a cor no cinema
Olá galera que curte cinema, vamos comentar mais sobre a função da cor no cinema. O artigo de André Setaro é muito bacana e é uma raridade no que trata desse tema!!!
Isso é muito interessante, vocês não acham?
bruno
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Exibição na TV
Sou diretor artítisco de uma TV em cascavel no Paraná e em nossa programação estreamos um programa para incentivar a produção
Cinematográfica na cidade e região, no entanto estamos necessitando de Material para exibição.
Tenho encontrado dificuldades em contactar cineastas nacionais e internacionais por isso peço ajuda. Como fazer pra ter a liberação de filmes, curtas ou não para exibição?
Aguardo contato
Edely Tápia
TV ARAÇÁ CANAL 15
Edely Tapia
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Linguagem Videoclip
Eu me sinto entristecido em ver pessoas como André Setaro fazendo comentários como esse sobre as novas linguagens do cinema. Certamente você, André é apenas um primata incapaz de aceitar algo novo. Graças a Deus eu não faço parte da sua geração e não sou obrigado a ter tais pensamentos medievais acerca das novas linguagens que estão dando uma nova vida ao cinema e o trazendo à nova realidade social. O mundo mudou. Tudo acontece com a velocidade de um raio. O cinema não sobreviveria sem uma mudança de linguagem. O que você chama de destruição, eu chamo de a salvação do cinema.Caso você não abra os seus olhos para o que vêm acontecendo, você simplesmente passará, mas as mundanças não. Eu sou um desses que você intitula: "geração da linguagem videoclip". Essa nova linguagem trouxe o cinema para o meu tempo, para a minha realidade, para a minha. Essa nova linguagem fala com a minha velocidade de raciocínio. Infelizmente me parece que algumas pessoas precisam que o mundo ande em câmera lenta para que eles possam entender. Deixo aqui todo o meu respeito e admiração. E espero que essas palavras possam ajudá-lo a compreender as mudanças que vem acontecendo, não no cinema, mas no mundo. Um grande abraço.
Warcelon
terça-feira, 10 de julho de 2007
“La niña de tus ojos”
Vi ontem “La niña de tus ojos” na abertura do III Seminário de Cimena e não gostei da tradução do título para “A garota dos seus sonhos”. Vá lá que a garota dos seus sonhos tem a ver com a história, tem a ver com os desejos do manco e tarado Joseph Goebbels, o tirano de quem a gente ri no filme, o vilão perfeito. Mas por que diabos não traduziram para o quase óbvio “A menina dos olhos”?
Além da bela Penélope Cruz, que arrancou aplausos da platéia do TCA – digamos – em cena aberta, quem também roubou a cena foi o ator checo Miroslav Taborsky, no papel de um tradutor.
É estranho aplaudir cinema. Mas como o diretor Fernado Trueba estava presente, fez algum sentido. Antes da projeção, Trueba argumetou que os filmes realistas não refletem a realidade. A realidade é tragicômica, disse ele. Concordo. Ri muito desta tragicomédia que chega ao Brasil depois de nove anos de lançada. Taí um filme que se eu fosse bonequinho do JB, aplaudiria de pé.
Marcus Vinícius Bomfim Gusmão
La niña de tus ojos
Só queria esclarecer o que o nosso amigo Marcus Vinícius comentou, pois eu também estava presente ontem lá no Teatro Castro Alves e vi La Niña de Tus Ojos. Esse filme do Trueba passou em SP e no RJ em 1999. Ou seja, já chegou e passou no Brasil há tempos... e na época já veio oficialmente com esse título de A Garota dos Seus Sonhos. Inclusive, nos sites de busca, se vc quiser comprar o DVD, ele já vem com o esse título que não tem nada a ver com o tradutor do filme. Quem coloca o título é a distribuidora, diretor do filme, etc. e não o tradutor... por sinal, parabéns para essa tradutora, muito legal a sua tradução e a sincronia dessa legenda eletrônica ou simultânea estava perfeita, lançada ao vivo por uma rapaz lá na sala... não queria estar no lugar dele... e o filme, nem se fala, maravilhoso!
Eu também aplaudiria de pé.
Wanessa Suzy
terça-feira, 3 de julho de 2007
contato Carlos Pronzato
Por gentileza, gostaria do contato do Carlos Pronzato. Pode ser um telefone ou um email. Em relação ao filme "A revolta do BUZU"
Obrigado
Márcio
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Setaro
Cadê a Coluna do Setaro?
Anfilófio Gomes
quarta-feira, 16 de maio de 2007
opinião
O cinema nacional somente alcançará reconhecimento internacional quando deixar de explorar a miséria e ignorância deste país. Nossa história, cultura e literatura possuem incontáveis personagens e episódios, que poderiam inspirar grandes filmes, os diretores e produtores deveriam ter mais criatividade e apelar menos. E a propósito, Baixio das Bestas nada mais é que uma cópia barata e terceiromundista de "Laranja Mecânica".
julio Cesar Bertolin
quinta-feira, 5 de abril de 2007
300
Nao percam seus tempos vendo esse filme,que horrorível.parece até um filme porno,muito sexo,épico que isso numca vi um filme dessa categoria demora menos de 2 horas, segundo personagens totalmente forado enredo,terceiro um lixo de imagem, etc... Não percam seu tempo fiquei com trauma de cinema.
gutavo
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Infiltrados
Eu li a critica aki feita, e aceito ela como um bom argumento para falar de Scorcese. Literalmente um grande diretor, ke ainda esses dias eu estava vendo saboreando seu "after hours". Mas dizer ke Infiltrados é um dos seus melhores é simplesmente afogar o cinema oriental nos braços do enlatado americano. Ok, venderam os direitos autorais, mas repetir as roupas, as locações e rodar um filme tão "copiado" é o cumulo. Não gosto de remakes a não ser no caso de filmes antiguissimos ke a nova geração não pode ter oportunidade de ver. Uma pena ke por exemplo a Casa do Lago tenha ficado famosa com as salas de cinema enlatadas, e Il Mare (o original) tenha ficado no anonimato. Infernal Affairs como é o nome Original de Infiltrados, é uma linda trilogia oriental, com todas as maravilhas ke mostraram no de Scorcese, mas com um adendo melhor ainda, é original. E kem assiste o primeiro com certeza vai kerer ver o segundo e o terceiro ainda ficar com vontade de ke não acabe mais. Bem, até quando vamos aplaudir cópias??? Até quando vamos tapar os olhos com o véu negro do enlatado americano e aprender a buscar o verdadeiro? Fica aki minha tristeza por aplaudir mais uma "clone" mal feito.
Kyra
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
crítica à Babel
Difícil perceber a metáfora do "flácido" no filme uma vez que o próprio autor da crítica enfatiza a característica do "tudo está conectado", pedaços colados e impecavelmente costurados. Alguém poderia me dizer o que é um filme flácido? A crítica de cinema não vive sem os "seus" adjetivos.
regina silva
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Filmes baianos
é impressionante a quantidade de supostos cineastas que a Bahia tem. Concordo com a companheira abaixo quando diz que precisamos evoluir muito. Os filmes de Sofia Federico, por exemplo, são muito bons! Agora, produções como Terra do Sol, Cascalho, Esses Moços, Corneteiro Lopes, E ai Irmão?, não são bem realizadas. Vamos melhorar o cinema Bahiano e nacional!! Urgente. Obrigada pelo livre espaço!
Abraços a equipe do site, que de uns tempos para cá anda meio sumida!
Rafael de Oliveira
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Precisamos melhorar!!!!
Parabéns pelo site, acredito que nosso cinema tem muito a crescer e sites como este contribuem para isto. No entanto assisti ao filme na Terra do sol e achei muito ruim. Na verdade achei o roteiro muito fraco e percebi que precisamos evoluir muito.
Obrigado pelo espaço...
Edna de Oliveira
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
Notícias
Cade as atualizações do Coisade Cinema? Pensei que o site estava voltando com todo gás com uma equipe renovada, mas o que vejo é a constante ausência de atualização! Creio que vocês possuem um compromisso com o público ! Os leitores não podem ser desrespeitados assim! Espero sinceramente a enfim retomada do site
Katia Machado
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Quero mais informções!!!
Sou apaixonada por cinema brasileiro em especial curta metragem e gostari de obter maiores informções sobre as exibições destes filmes... Obrigado e parabéns pelo site...
Marcia Rubens Souza
Parabéns!!!
Adoro cinema brasileiro e acho este site ótimo... Parabéns!!!!
Jadir Paiva
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Crítica
Quero primeiramente parabenizar pelo site e também fazer uma crítica construtiva ao cinema brasileiro. Temos que considerar as dificuldades como falta de patrocínio e de incentivo do governo, porém quero destacar que os roteiros são horríveis. Enquanto tivermos roteiros como os do Dênisson Padilha Filho de péssima qualidade acho muito difícil sermos reconhecidos como profissionais...
João Cabral de Melo Neto
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
O Cinema Brasileiro
Assisti recentemente ao filme Cidade Baixa, de Sérgio Machado. E gostei muito! O filme evidencia uma nova safra de produções nacionais extremamente interessantes. Por exemplo, Contra Todos, Cama de Gato, O Diabo a Quatro, Quase dois irmãos, entre muitos outros. São filmes necessários ao país estigmatizado por seu carnaval luxuoso, mas superficial e suas novelas medíocres. Devemos apoiar nosso cinema, não que tenhamos que ver tudo que é lançado nos circuitos (ou fora dele), pois também produzimos porcarias, sim. Mas hoje temos uma quantidade suficiente de filmes em que podemos avaliar e apontar filmes de altissíma qualidade comparáveis a qualquer cinematografia do mundo, vide Cinema, Aspirinas e Urubus. Não estou falando nenhuma novidade aqui, mas me preocupa, como futuro profissional da área, a falta de apoio e de carinho para com o cinema brasileiro. Não sou contra o bom cinema americano, francês, italiano, inglês, japonês, argentino... longe de mim. O que espero é que olhem com mais atenção e acuidade o cinema feito aqui no Brasil. VIVA O CINEMA!!!!
Daniel Freire
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
achamos afinal
A Disneylândia do Inferno
O filme é O Albergue, com direção de Eli Roth e produção executiva de Quentin Tarantino entre outros, e com ele somos informados da maneira
mais absolutamente transparente e direta de quão profundamente adentramos o admirável mundo novo do liberalismo econômico e do fim das peias morais e éticas, que impediam o triunfo final da lógica e ética do “bussiness” em todo o mundo.
É o mais cabal atestado de óbito da hipocrisia que já se registrou em áudio visual nos tempos que correm.
Tudo são negócios e todos são homens de negócios e apenas isso. Exceto as vitimas claro; mas quem se importa com as vitimas? Vitimas são perdedores por definição e esses no maximo devem prover os vencedores com algum prazer nesse mister tão estressante de ganhar dinheiro, afinal.
Nada pode ser obstáculo para o poder do dinheiro: nem governos (a policia sabe e não se importa ou apóia o “negocio”), nem escrúpulos ou entraves morais de qualquer tipo. Se vc puder pagar o preço pode torturar e matar qualquer inocente pq nada por ser obstáculo ao poder do dinheiro (isso já acontece normalmente no Brasil e sempre aconteceu, a turma que incinerou o índio pataxó Galdino em Brasília há pouco tempo sabe bem como isso funciona).
E isso será feito do modo mais confortável com instrumentos e roupas adequadas postos a disposição do cliente.
Claro, isso só será possível em algum lugar remoto da Europa Central onde coisas como direitos humanos e o cristianismo nunca fincaram raízes pra valer, e supostamente a vida humana nunca valeu grande coisa mesmo.
A parte suja será providenciada pela máfia russa e a corrupção do poder publico, provavelmente.
É como uma parábola bíblica ou uma fabula de La Fontaine, simples e tão clara que pode cegar.
Os monstros não vem mais de outros planetas, não são psicopatas desconpensados, nem se precisa recorrer ao sobrenatural com seu vasto elenco de vampiros e lobisomens, que sempre serviram de metáfora para a bestialidade humana. Nem mesmo são monstros: são apenas homens de negocio bem sucedidos; banqueiros, executivos, artistas, grandes profissionais liberais. Hoje em dia, com o triunfo absoluto da “ratio”
econômico financeira já nos sentimos seguros o bastante para declarar o obvio ao quatro vento. Qualquer um que já atrasou uma fatura do cartão de credito ou uma conta de telefone sabe bem do que estou falando.
Nem precisa ver o filme.
valmir marques
A. Moniz Vianna
Olá, leio no momento um livro de crônicas de Paulo Emílio Gomes Salles e neste é citado um livro de artigos diversos em que Moniz Vianna e outroa autores fazem recortes do Cinema Italiano. A crônica data 1960 e o título do livro seria CINEMA ITALIANO. Vocês sabem se ainda existe este livro e onde posso comprá-lo????
Um abraço.
Pedro Rocha Franco
terça-feira, 7 de novembro de 2006
entrevista
Parabéns pela entrevista! Muito bom valorizar as pessoas que fazem o cinema baiano e nacional
Luiza Maranhão Souza
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
resgate
Achei muito interessante a entrevista dessa semana, pois resgatou uma figura importante do cinema baiano.
Bruno Fontes
terça-feira, 31 de outubro de 2006
divulgação de filmes
existe a possibilidade de divulgar algum trabalho de filmes caseiros ai no coisa de cinema, sou de Cicero Dantas e produzo filmes artesanais de terror
EUTIMIO CARVALHO
sábado, 28 de outubro de 2006
Volta do Bom e Velho Coisa de Cinema
Esse site é MUITO BOM !! Venho aqui dar uma olhada sempre que posso! abraços a equipe
Rodrigo de Souza
terça-feira, 24 de outubro de 2006
Volta do site
Queria espressar minha alegria e contentamento pela volta do site Coisa de Cinema. Espero poder continuar me deliciando com os textos e criticas sempre aos sabádos.
Vida longa ao site!
Abraços
Marcela Fontes de Andrade
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
AINDA BEM!
Ainda bem que a coluna de Setaro voltou. Andava completamente sumida.
Justino Oliveira
domingo, 22 de outubro de 2006
volta do site
Fico feliz pela volta do site Coisa de Cinema. Para mim e para muitos baianos este é um dos principais sites do país, no que se diz respeito a cobertura critica e eficiente da sétima arte.
Carla Lima
terça-feira, 17 de outubro de 2006
Coluna so Setaro
Por onde anda a Coluna do Setaro?
Roberto Martins
terça-feira, 3 de outubro de 2006
Site
O Coisa de Cinema Voltou? Tá faltando ainda muita coisa no site né?
Marcelo Nunes
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Parabéns!
O Coisa de Cinema é um dos meus sites preferidos, pois consegue ser simples e consistente !
Abraços
Carla
domingo, 24 de setembro de 2006
volta
O coisa de cinema esta voltando !! que bom ! adorei a entrevista e a materia !
Francisco
sexta-feira, 15 de setembro de 2006
Munique
Gostei bastante da crítica de Claudio Marques sobre Munique de Steven Spielberg. Foi a única crítica que conseguiu juntar vários elementos que havia percebido no filme, mas não tinha encontrado em outros textos. Fiquei desconfiado com críticas que li em que diziam que Spielberg tinha sido imparcial, algo difícil, mas ao assistir o filme percebi o contrário e com a crítica publicada aqui as coisas, os detalhes se encaixaram perfeitamente. Inicialmente fui enganado pelo filme com a ótima qualidade técnica, das cenas, montagem, fotografia, clima de suspense, atuações, e me distanciei do conteúdo político.
Obrigado pelo esclarecimento
João
terça-feira, 29 de agosto de 2006
Inimigo...
Muito legal sua crítica Marília, sobre o Homen Urso de Herzog. Desconforto é o mínimo que se pode dizer do que nos faz sentir esse belo e controverso filme. Na verdade, deu vontade de virar urso mesmo.
Claudia
sexta-feira, 25 de agosto de 2006
do luto a luta
GOSTARIA DE SABER COM FACO PARA ADIQUIR ESTE FILME POIS JA PROCUREI EM UM MONTE DE LUGAR E NAO TIVE SUCESSO POR FAVOR MANDE RESPSTA
vanessa da silva
quarta-feira, 23 de agosto de 2006
imitaçao da vida
gostaria de saber onde encontro o filme imitaçao da vida, no aguardo, katia
katia
quarta-feira, 9 de agosto de 2006
volta
Por que o site deixou de funcionar ? Quando será novamente atualizado? Sinto falta das criticas e informações
Mariana Carvalho
terça-feira, 1 de agosto de 2006
Diretor Pernambucano
Oi,
Muito bom este site pra pessoas que gostam de cinema como eu hehe
bem eu estava no festival de cinema latino-americano aqui em Sampa e vi um curta chamado : "Rapsódia para um homem comum" amei o filme ,mas, infelizmente, esqueci o nome do diretor!! a unica coisa que sei é que é pernambucano.
Se vcs pudessem me ajudar...
abraços
Dênis Araújo - São Paulo
Dênis Araújo
quinta-feira, 27 de julho de 2006
Atualização...Urgente!
Pessoal, o site de vcs tem um público e esse público precisa de textos, entrevistas, informações...As atualizações demoram e quando aconteçem é um texto aqui, outro ali,já li todo o arquivo de textos, são ótimos, mas... Por favor atualizem...Blz
Thiago
terça-feira, 25 de julho de 2006
pergunta
sou novo nessa area de cinema gosto muito de escrever e tenho um sonho de dirigir um de meus filmes ja escrito .uns acham que tenho apenas imaginação de mas outros agreditam no meu potencial . gostaria muito de ter uma opinião de quem entende realmente do assundo se quizer mando a vcs um resuma de um dos meus curta. Adoraria grava-los mas vocês sabem não tenho verba alguma tento hoje a faculdade de biologia pra ve se consigo algum dinheiro pra poder começar a gravar mas esta dificil.
me de uma uma resposta se querem ou não o meu resumo do roteiro.
obrigado pela devida atenção de vocês.
Everton Freitas de Souza
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Que é de André Setaro?
A excelente coluna de André Setaro não está sendo mais renovada? Será que ele parou de escrever neste site? Procuro-a desesperadamente, mas não a encontro.
Reinaldo Balsonaro
domingo, 9 de julho de 2006
Fazendo Cinema
Eu e mais dois amigos trabalhamos com produção de vídeo clip, cobertura de festas e etc e agora estamos produzindo um filme com o título "Jogo da Morte". A produção deste filme é muito importante para nós, pois já produzimos dois curtas e agora estamos trabalhando em um projeto mais arrojado. A nossa dificuldade é conseguir patrocínio, porque poucos empresário acreditam na cultura. Gostaria muito de receber comentários a respeito deste trabalho e também sugestões. Um grande agraço. Waldecy Belarmino da equipe EDW Brasil.
Waldecy Belarmino
Artigo:
AS PERIPÉCIAS DE D. CARMELO
Meu pai, Carmelo Naccarato, nasceu em 1894 no Sul da Itália, Província de Cosenza - Comune di Scalea. Imigrou junto com seus pais e seu irmão Giuseppe Naccarato para o Brasil em 1910, então com 16 anos. Como tinha muita habilidade na arte da alfaiataria, confeccionava as vestimentas que eram usadas no teatro e cinema em São Paulo e Rio de Janeiro. Era o figurinista mais requisitado da época. Costurava com a habilidade e rapidez que eram requisitos fundamentais para dar conta do volume de serviço em pouco tempo.
Em 1920 chega ao Brasil a Escola de Artes Cinematográficas Azzurri. Meu pai conhece Arturo Carrari e os diretores e junta-se a eles para a realização de filmes. Em 10/02/1928 o filme "MORFINA" com 96 min é lançado em São Paulo. A direção era de Nino Ponti e fotografia de Antonio Medeiros. Os produtores eram Carmo Naccarato, Francisco Madrigano, Nino Ponti e Antonio Medeiros. A Produtora era a U.B.A. - União Brasileira de Artistas. O argumento era de Francisco Madrigano e Américo Matrangola. A direção ficou a cargo de Francisco Madrigano e Nino Ponti. O elenco era formado por: Carmo Naccarato, Francisco Madrigano, Milda Rutzen, Cléo de Málaga, Íris Maraino, B. Bocchialino e Lia Jardim. A equipe da U.B.A que realiza "MORFINA" , era um grupo de artistas ligado à Escola de Artes Cinematográficas Azzurri. O escritor Menotti del Picchia era o roteirista dos filmes.
Meu pai participou ainda como ator nos filmes: "Crime de Cravinhos" (1920), "Trem da Morte" (1924), "Filmando Fitas" (1926), "Escrava Isaura" (1929), "Veneno Branco" (1929), "Honra e Ciúmes" (1933), "Iracema" (1931). Trabalhou como assistente de direção nos filmes: "Escrava Isaura" (1929) e "O mistério do dominó negro" (1931). E como operador de camera filmou o "Orgulho da Mocidade" em 1929. Como a Escuola Azzurri, diversas iniciativas de escolas de cinema têm curso na década de 20, constituindo-se num fenômeno particular, quase sempre sem o sucesso e a relativa seriedade da Scuola Azzurri de Arturo Carrari. Estas escolas produziam filmes de segunda categoria que irritaram a sociedade local devido às constantes denúncias de que estariam desencaminhando moças.
Os movimentos sociais contra aquele tipo de exibição eram orquestrados pela poderosa "LIGA DAS SENHORAS CATÓLICAS". Não demorou para que os poucos cinemas locais ficassem proibidos de exibir os denominados "filmes ousados" em qualquer horário antes da meia-noite. Foram então criadas as "sessões exclusivamente para cavalheiros" que eram sessões destinadas exclusivamente a homens, em exibições que só teriam início após a meia-noite. Meu pai me contou com pesar que o filme "MORFINA" que atuara como produtor e ator estava incluido nesta categoria de filmes. O conteúdo do filme era de caráter informativo e servia de alerta à toda a população, pois expunha o perigo das drogas. Leia os depoimentos dos críticos da época: "Havia uma família que tinha uma filha, e essa filha foi arrastada para o vício pelas más companhias. O Madrigano parece que fazia o papel do pai da moça; perseguia a filha para ver onde ela ia, e um dia a surpreendeu num lugar onde lhe davam picadas de morfina. Havia, também, na estória, um rapaz viciado...". (Depoimento de Américo Matrangola, in MRG/CCP). "O drama do vício e da dissolução - A tragédia do vício, do sonho e da morte - O drama angustioso do vício e da dissolução. O poema fatal do sonho e da agonia. O filme máximo da cinematografia brasileira" (JCB/OESP, 1928). "É o drama da angústia, das ilusões desfeitas, das idéias perdidas, dos vícios irremediáveis. É o poema da vida, porque nele ressoa o canto soturno da morte! Poses plásticas. Nu artístico. O filme que mostra nitidamente os horrores dos vícios elegantes" (JCB/OESP, 1934).
Entretanto a alegação da censura era porque num momento do filme a atriz Milda Rutzen levanta a saia acima dos joelhos (mais ou menos quatro dedos) e com uma agulha hipodérmica aplica em sua perna uma dose de morfina. Esta era a cena "pornô" da época. Meu pai conta ainda que muitos cavalheiros permaneciam sentados no final da exibição e assistiam novamente o filme na segunda sessão para ver a cena dos joelhos quando se levantavam e deixavam o cinema. Assim o filme passou a buscar salas em que a censura era mais branda. Desta forma, foi exibido em vários cinemas do Rio de Janeiro até que a censura local também o classificaria como "filme ousado". Chegou a ser exibido inclusive nas salas de Buenos Aires. E foi nesse vai-e-vém que o filme desapareceu.
Além de participar de vários outros filmes, meu pai - Carmo Naccarato - realizou diversos documentários que eram exibidos como noticiário antes do filme principal. Foi na década de 30 quando fundou a "ACTUALIDADES MOVIETONE" (foto). Dentre outros produziu um ótimo documentário filmado nas Sete Quedas.
Certa vez, a ACTUALIDADES MOVIETONE foi cobrir o deslizamento de terra no Morro do Monte Serrat na cidade de Santos. Havia chovido muito no litoral e a cidade ficou submersa numa inundação sem precedentes. Meu pai e sua equipe então empreeenderam uma viagem até o local da catástrofe, viagem esta que seria feita de trem e duraria cerca de três dias para atingirem o local. Quando lá chegaram as águas já haviam baixado restando muito pouco de ação para filmar. Aí surgiu a idéia brilhante de meu pai de simular uma cena de salvamento e resgate. O menino que servia de carregador dos equipamentos de filmagem foi escolhido para deitar numa maca e ser socorrido. A título de dar maior dramaticidade na cena o resgatado vira o rosto na maca e simula uma golfada de sangue quando está sendo carregado dos escombros. Esta pode ter sido a primeira vez que se utilizou "efeitos especiais" no cinema brasileiro. Após concluído, o documentário foi apresentado na sala do cineteatro Santa Helena, localizado na praça da Sé em São Paulo, no Palacete Santa Helena. Quando surge a cena do menino resgatado, irrompe o silêncio no cinema com os gritos de uma apavorada mulher: "voces mataram meu filho!!! voces mataram meu filho!!!". As luzes se acenderam e a sessão foi interrompida para socorrer a pobre mãe. Tratava-se da mãe do menino carregador da Actualidades Movietone! O mais curioso é que a mulher estivera com o filho minutos antes do início da sessão.
Waldir Naccarato
domingo, 11 de junho de 2006
meu roteiro
Òla pessoal! este e-mail que eu dei e da minha irmâ, okei vamos ao asunto eu tenho 14 anos e gosto muito de cinema, eu ja escrevi dois roteiros (chuva/ Rosa vermelha ) todos os dois de terror e um dia eu queria poder mostrar estes roteiros a algum cineasta eu tenho bastante facilidade de inventar filmes ede decorar textos e por isso quero ser no futuro ator e cineasta. obrigado.
fernando
sexta-feira, 2 de junho de 2006
Trilha Sonora
Bom dia pessoal, cinema é tudo de bom, parabéns a todos que se dedicam a essa arte.
Sou estudante do Curso de Administrção, Manaus-Am, e gostaria muito que alguém disponibilizasse algum aúdio, eu me refiro, ao som que as máquinas antigas faziam, é um trabalho um pouco difícil de se encontrar, mas sei que poderá haver alguem que podera me dispor desse material, desde já agradeço a comprenssão de todos. Para contatos: dennes_freire@hotmail.com
Dennes freire
sexta-feira, 19 de maio de 2006
João Jardim
Olá, pessoal do Coisa de Cinema! Meu nome é Fernanda Negreiros e sou estudante de Letras na Católica de Pernambuco.Tive a oportunidade de assistir ao filme " Pro dia nascer feliz" de João Jardim,que fala sobre o cotidiano de adolescentes em escolas. O fato é que gostaria de entrar em contato com o autor,ou saber onde posso conseguir o fime aqui em Recife, pois seria um prazer exibí-lo na universidade; já que somos futuros educadores, e seria para mim de grande valia, pois estamos estudando o assunto em uma de nossas disciplinas.O que for possível fazer por essa admiradora do cinema e da iniciativa de pessoas como vocês,será bem vinda! Agradeço desde então sua ajuda!
Um abraço, Fernanda Negreiros.
Fernanda Negreiros
sexta-feira, 21 de abril de 2006
Onde anda a coluna do Setaro
Já vai algum tempo que foi publicada a coluna do Setaro. Depois parou. Onde anda a coluna do Setaro?
Tristan Jacso
quinta-feira, 20 de abril de 2006
Iracema, uma transa amazonica.
o texto de zeca afonso é absolutamente preciso e certeiro ao caracterizar uma obra impar...ilumina e destaca o que por si só ja é um acontecimento cultural da maior importancia.parabéns
valmir marques
Iracema, uma transa amazônica
Iracema é um filme fantástico. Têm razão Valmir Marques e Zeca Afonso, que, aliás, queria muito ter o prazer de conhecer.
Simoni
quinta-feira, 16 de março de 2006
Iracema, uma transa amazonica.
Apesar do pavoroso título, que remete às porno chanchadas típicas do mesmo período - meados dos anos 70- não poderia ser mais oportuno o lançamento desse pequeno grande filme em DVD.
Apesar do relativo sucesso comercial atualmente ostentado pelo cinema brasileiro, isso se dá com filmes que seguem a mais que suspeita matriz de um formato televisivo de um glamour telenovelistico onde se busca empregar atores da rede Globo em temas ligeiros, do agrado de um gosto subordinado a uma dramaturgia comprometida apenas com o espetáculo facilmente digerível e, se possível, aspirante a um “oscar de melhor filme estrangeiro” de tal sorte que, não havendo um candidato natural a tal “honraria” e mídia botocuda inventa um “2 filhos de Francisco” qualquer, sem a menor chance, só para ‘criar caso”, coisa essencial para o cultivo da baixíssima auto estima nacional, sempre sedenta de migalhas de reconhecimento dos gringos.
Nesse sentido Iracema, Uma Transa amazônica, de Orlando Senna e Jorge Bodansky é uma alivio dessa carga descomunal de ficção descaracterizada e amorfa da produção atual.
Lateralmente Iracema coloca de modo magistral a questão da “verdade” do documentário cinematográfico ao misturar poucos atores profissionais a interagir e provocar a reação do povo, gerando um misto de espontaneidade e estranheza que resulta num todo muito revelador, a revelia mesmo de uma intencionalidade do projeto original.
Penso apenas que os autores não deviam confiar tanto na escassa memória e cultura cinematográfica do publico ao omitir que se trata de, praticamente, um “remake” de “A Estrada da Vida” – La Strada –
de Fellini, onde o casal protagonista Zapanó e Gelsomina (Anthony Quinn e Giulieta Masina) é cambiado em Tião Brasil Grande e Iracema (Paulo César Pereio e Edna de Cássia). No mais o roteiro, que os autores juram que não existe, segue fielmente o clássico do mestre.
Mas, repito, o resultado final é amplamente positivo e legitimo, onde o deslocamento do olhar alienígena de brancos, letrados e cultos patrícios, aliados a estrangeiros de intenções nem sempre transparentes é apenas um efeito colateral que não compromete a integridade da obra. Nesse sentido é sintomática a intervenção do, hoje diretor de sucesso internacional, Fernando Meirelles, quando em sua locução nos “extras” coloca uma questão que certamente ocorre a todos que vêem o filme com interesse e atenção: o que teria sido feito da “atriz” que interpreta a protagonista, Edna de Cássia, que ele trata equivocadamente de Edna de Castro?
E é sintomática porque seu pequeno ato falho exprime com absoluta exatidão o “ruído” que esse filme provoca, assim como os filmes do próprio Meirelles – que são bons, destaque–se: essas pessoas tem um interesse legitimo e honesto pela “vida do povo”, mas não deixa de ser legitimo e honesto do mesmo modo como é o interesse do entomologista pelo seu objeto de estudo.
Zeca Afonso
segunda-feira, 6 de março de 2006
O OSCAR SUBIU A MONTANHA
Ang Lee finalmente leva seu primeiro Oscar de Melhor Diretor
...
O ano de 2005 foi atípico para os que lutam na ala dos direitos humanos. Vários países adotaram em suas constituições a lei de união civil entre pessoas do mesmo sexo – ou “casamento gay”, como alardeou a imprensa. E o alarde tem um certo fundamento, pois até a Inglaterra (onde ainda nos meados do século XX a homossexualidade era crime) transmitiu para o mundo casamentos simultâneos de casais gays, inclusive o de Elton John e seu noivo David Furnish.
A festa de arroz e rosas deve continuar em 2006. Que “vitrine” maior para os que estão no front do gay power do que, pela primeira vez na história de Hollywood, um filme de temática abertamente homossexual ganhar um Oscar? Claro, querer que Brokeback Mountain levasse o prêmio de melhor filme seria almejar demais, num país de tradicional puritanismo, apesar de possuir a maior indústria pornográfica do mundo.
É de se lamentar apenas que Boa noite e boa sorte, dirigido e produzido por George Clooney não tenha sido contemplado com nenhuma estatueta, para consolo. O filme retrata uma das fases mais tenebrosas da história americana: a perseguição política aos comunistas, na década de 1950, liderada pelo esquizofrênico senador McCarthy.
Mas independente da polêmica, exibidores negando-se a mostrar Brokeback Mountain, discursos de religiosos contra a produção e várias resenhas equivocadas de pretensos críticos de cinema, o filme de Ang Lee chegou bem além das expectativas de todos que dele participaram. Ora, depois de ganhar mais de 40 prêmios pelo mundo, inclusive o Bafta, uma espécie de “Oscar britânico”, ganhar três Oscar em Los Angeles foi mais uma mera conseqüência.
Mesmo assim não é um filme tecnicamente perfeito. Talvez o seu maior deslize é fazer com que os personagens não envelheçam - como se Brokeback fosse uma montanha mágica, e Ennis e Jack chegassem aos 40 com carinha de 20. Um pouco mais de make-up e realidade não faria mal ao roteiro e nem aos espectadores.
Numa opinião divulgada meses atrás, um crítico apresentou um outro possível ponto negativo do filme: que o ator Heath Ledger falava como se tivesse uma batata quente na boca. Talvez o crítico não tenha se apercebido que, além da pronúncia australiana de Heath, o ator se esforçou em imitar o sotaque caipira de Wyoming, onde se passa a história dos cowboys apaixonados. Não seria válido cobrar do mesmo uma dicção solfejada como a de Sir Lawrence Olivier.
Outros, com quase histeria, afirmaram que os personagens interpretados por Ledger e Jake Gyllenhaal não são homossexuais, pois se casam e têm filhos. E o que importa se sejam homo ou bi? Existem heteros tão sofredores e angustiados como aqueles dois rapazes. Talvez o preconceito (contra si mesmo e contra o sentimento) é que seja o verdadeiro cenário do filme, e não aquelas montanhas geladas do Canadá (por motivo de custos, o filme não foi rodado em Wyoming).
No mais, Ang Lee dirigiu com sensibilidade a transposição para a tela do conto homônimo de Annie Prouxl (recentemente republicado no Brasil, aproveitando o sucesso do filme) e os roteiristas Larry McMurtry e Diana Ossana mereceram realmente o Oscar de melhor roteiro adaptado.
E Brokeback Mountain já é fato histórico. Conseguiu muito mais que alguns de seus antecessores, como Delicada Relação (Yosser & Jagger, 2002), O Padre (Priest, 1994), Maurice (Maurice, 1986), Memória de Um Espião (Another Country, 1984), e o próprio Banquete de Casamento (1993, premiado no Festival de Berlim), também de temática gay, dirigido por Ang Lee. Só que no Banquete, Lee nos serviu uma história bem-humorada. Desta vez, com o amor entre dois homens, ele deixou o mundo confuso e Hollywood caiu no laço dos cowboys de Prouxl.
(Em tempo: Brad Pitt entusiasmou-se com esse romance trágico-gay e afirmou que também quer interpretar um homossexual nas telas. E Ang Lee revelou que vai filmar a vida da cantora lésbica Dusty Springfield, morta em 1999. Será que num futuro próximo teremos a categoria GLSBT na entrega do Oscar?).
Raimundo de Moraes, publicitário e jornalista
Raimundo de Moraes
domingo, 11 de dezembro de 2005
Cinema, Aspirinas e Urubus
Cinema, Aspirinas e Urubus
Parece que ao iniciar Cinema, Aspirinas e Urubus, o espectador passa a contemplar e torcer mais ainda pela sétima arte. Em seguida, se remete ao panorama do Brasil em plena Segunda Guerra Mundial.
O cineasta fez coleta de músicas, personagens e cenários, propondo que habitassem um mundo impressionista, tão marcante quanto o sol e as desigualdades do Nordeste brasileiro.
A narrativa vem impregnada de vidas que passam e vão encontrando sombra no personagem alemão. Mas o jovem estrangeiro é apenas um professor que ensina a associar o cinema à dor de cabeça, e nada mais.
O longa-metragem aguça o espectador com registros do cotidiano da guerra na década de quarenta, e essa, foi real, até na mais brava superfície do sertão pernambucano.
O filme parece com o expresso polar contornando a região da seca. Ora queremos ter a sensação que é bom; ora de que é mais um, parecido com tantos outros que já vimos, mas os elementos vêm mostrar que sua natureza é acertada.
Cinema, Aspirinas é um avanço na maneira como sentimento e luz podem caber na mesma embalagem. E os urubus? Ah, não venham com essa dor de cabeça.
Edmilson Vieira é artista plástico e escreve crônicas dnv01@uol.com.br
edmilson vieira
terça-feira, 6 de dezembro de 2005
Para Luiz Goulart
Entendi, Luiz, e continuo achando super interessantes as suas observações. Funcionam como um contraponto para mim, pois fiquei fascinado com o filme. Achei o linguajar autêntico, mas realmente, em alguns momentos, parecia que estava sendo forçado o uso de alguma expressão do baianês. Você tem razão nisso. Mas em relação à tragédia, acho que tudo está impregnado dela. Não sei o que se passa na cabeça de uma mulher que vai abortar, viajar para um lugar desconhecido, e vê os dois apaixonados perdidos e feridos diante de sentimentos sem controle. Ou de dois amigos inseparáveis que se deparam com o fato de que estão destruindo um ao outro. Isso, para mim, é tragédia pura. Achei positivo também o fato de Sergio Machado não precisar tomar os personagens como representantes do povo baiano. Os personagens são pessoas, como outras quaisquer, com todos os dilemas, fraquezas, virtudes e defeitos, e singulares justamento por isso. Eu teria me irritado se percebesse uma idéia de generalização, tipo: baiano é assim, a Bahia é assim... Isso talvez esteja refletido também na idéia da cidade. Não precisa ser madrasta ou mãezona, pois é uma cidade como qualquer outra e, da mesma forma, única. Não é necessário aquele tom didático, que quer mostrar o quanto a vida é cruel, ou o quanto a cidade é madrasta.
Sergio Lima
Para Reinaldo Baleeiro
Em vez de tomar as dores, por que não debater idéias? Já ouviu falar que toda unanimidade é burra? Essa cultura de baixar a cabeça para tudo o que alguém diz também já deu lugar a um discurso mais democrático e multifacetado. Comento o texto, as idéias, cinema, e não as pessoas, as quais nem mesmo conheço. Se isso é chato, então me desculpe, mas continuarei chateando, a não ser que a página deixe de publicar o que escrevo.
Sergio Lima
segunda-feira, 5 de dezembro de 2005
Cidade Mãe/Madrasta
Não achei o efeito estético de Cidade Baixa artificial, eu apenas, como baiano, para o bem ou para o mal, achei o linguajar autoreferente demais, e até previsível em alguns momentos. Como disse, lembrava um dicionário de baianês. Não tenho escolha, não dá para tirar a Bahia de mim, não consigo ter um olhar estrangeiro sobre a história. Deficiência minha. Claro que os atores são muito bons, os três, mas os baianos adoram ver-se representados e homenageados, parece que ver-se e ouvir-se na tela dá-lhes algum tipo de respaldo, de auto indulgência. Alegorias de si mesmos.
Quanto à tragédia que o filme promete mas não cumpre, infelizmente tenho amor pelo trágico, pela tragédia grega. A briga de galos pedia a morte de um dos personagens. Não imagino analogia melhor. Mas Machado se apaixonou pelos 3 e não quis "puní-los" pelo seu amor impossível, como se isso fosse parecer, no mínimo, caretice.
Por fim, a cena em que a prostituta limpa o rosto dos dois amigos para mim cheira a uma espécie de redenção barata. Sergio Machado é o pai e a prostituta, ali, se transforma na mãe. Os dois meninos briguentos têm para onde voltar, há um braço acolhedor para limpar-lhes as feridas. A cidade, madrasta, ficou para trás?
Luiz Goulart
O replicante e implicante Sérgio Lima
Sérgio Lima tem implicância crônica com André Setaro. Suas mensagens é que me parecem sempre típicas e sempre recorrentes. Ao contrário do que ele pensa, Setaro é irônico, e, muitas vezes, o que está a fazer é jogando vatapá no ventilador. Sérgio Lima é que me parece um pouco ultrapassado, além de um replicante chato.
Reinaldo Baleeiro
quarta-feira, 30 de novembro de 2005
Cidade Baixa
Interessante o comentário de Luiz Goulart a respeito de Cidade Baixa. O efeito estético de Cidade Baixa, pelo que entendi, foi percebido por ele como artificial, como algo que se afasta da vida. Na verdade, a aproximação e o afeto em relação aos personagens foi, para mim, uma das vantagens do filme. Os personagens não são idealizados, mas são humanos, são gente. O filme reflete uma tendência ao rompimento de hierarquias, numa sociedade que tende a considerar alguns "mais gente" que outros. Além disso, para Luiz, o filme de Sergio Machado teria evitado a tragédia. Ao meu ver, porém, o filme não se afasta da tragédia que Luiz busca. Ao final, vemos três seres dilacerados, perdidos, deparados com sentimentos que já não podem controlar. (Lembremos, só para ter uma idéia do drama, que Karina está grávida, que provocaria um aborto, que viajaria logo em seguida para São Luís...). Chegar a um fechamento, a uma conclusão, isto sim seria afastar-se da vida, que dificilmente permite que um capítulo seja fechado. O filme prefere deixar as feridas abertas.
Apesar do tom de desencanto, o comentário de Luiz me parece, na verdade, um grande elogio ao filme de Machado.
Sergio Lima
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
Cidade Baixa
Cidade Baixa
Luiz Goulart
O que se faz quando se quer gostar muito de um filme que todo mundo gosta e a gente não consegue gostar? O que fazer quando se lê tantos artigos elogiando uma película que na garganta da gente desce rasgando. Ou sequer desce ?
Tive tanta vontade de adorar Cidade Baixa...a história parecia tão promissora...um triângulo amoroso...tudo bem que não é exatamente original, mas sempre é bom quando alguém tem essa coragem....então o que faltou?
Wagner e Lázaro, vamos chamá-los sem os sobrenomes, eles são de casa, estamos quase cansados de vê-los em peças de teatro nos palcos de Salvador, em novelas, em cinemas, em faustões e vídeos shows...eram garantias de um bom filme ? Estariam estigmatizados pela fama e pela ultra exposição midiática?
Eles são Deco e Naldinho e se apaixonam pela prostituta Karinna. Há um barco, é quase um boat movie mas não é. Alice Braga é a prostituta, melhor atriz do Festival de Cinema do Rio, está perfeita nas carnes suadas mas as terminologias e a prosódia, quase um dialeto da Cidade Baixa, a certa altura do filme lembra um dicionário de baianês.
Sergio Machado é um diretor que quer a cumplicidade da platéia nem que seja a fórceps. Declarou, em entrevista, que queria o público torcendo não por uma combinação de dois mas pelos três vértices do triângulo. Ele nunca considerou sequer refrear seu descarado encanto pelos personagens. Sinto-me tentado a querer ter direito de escolher minhas preferências. É pedir demais?
Há um excesso de closes ultra invasivos na busca dessa cumplicidade, ele quer o espectador dentro do filme, arrasta-o para lá. Não há nenhuma delicadeza ou sutileza nessa abordagem que dura duas horas. Suporta-se por algum tempo mas tudo demais cansa. Sentir o cheiro do sangue, o gosto do suor e lágrimas, e outros fluidos corporais menos palatáveis, ouvir a respiração dos atores e uma montagem veloz quando a ação se torna frenética é garantia do quê?
Toda argumentação estética está, inexoravelmente, a serviço de uma lógica interna e nesse sentido falta honestidade ao filme quando o diretor cai no conto do encanto pelos personagens. Há uma excelente analogia da briga de galos no começo do filme. Um galo preto e um galo branco. Um deles morrerá. Adiante, a metáfora se fecharia num ciclo perfeito com a briga ferrenha dos amigos. A construção imagética da rinha de galos não está ali por acaso, criada para a analogia, é desperdiçada. O final que o filme implora, caminho natural, seria triste mas, ao menos, honesto. Largado no meio do nada o filme não é uma coisa nem outra.
Faltou coragem ao diretor em ser fiel ao desenvolvimento natural que a dramaturgia pedia, ao ciclo fatal de uma tragédia anunciada. O final escolhido salta como apêndice incômodo. O filme não desce, não desenvolve, não conclui. Começa à deriva e assim termina. Assim é muito fácil. Diz-se que o Brasil não tem tradição de cinema em que os diretores não fechem a história, como se isso, por si só, garantisse uma narrativa original. Não garante nada. Essa opção pode ser até mais banal. E neste filme não há originalidade narrativa. Ele segue a fórmula padrão de começo, meio e fim, mesmo que seja um fim desonesto.
Essa é uma história de amor e amizade. " Quem há de negar que esta lhe é superior?" Talvez isso soe bem na poesia mas não na vida. Cinema, está mais próximo da vida ou da poesia, da dor ou da alegria? Não há meio termo. Tem-se que ir até o fim. Ter coragem porque a conta de três nunca fecha.
O diretor queria contar uma história onde a morte não fosse uma punição, como se a morte não fizesse parte da vida e não fosse uma opção estética válida. Machado poupa seus heróis da baixa cidade dessa sina, uma espécie de bônus paternalista com resquícios de complexo de culpa de certa classe média com ranço de um esquerdismo sociológico disfarçado de humanismo bem intencionado.
Que pena, eu queria muito mais. Mas o problema deve ser meu.
Luiz Goulart
Discurso recorrente
Acho o discurso de Setaro típico e recorrente. Talvez até faça parte da psicologia humana a dificuldade de compreender mudanças de paradigmas ou de sistemas de referência.
Com certeza, daqui a trinta ou quarenta anos alguns vão falar: "Ah, nos anos 2000, sim, as pessoas sabiam fazer cinema, apreciar um bom filme etc...", ou coisas do tipo. Isso sempre aconteceu, e em todas as áreas.
Não é o caso de aceitar tudo passivamente, mas sim de entender as mudanças como algo necessário.
Se queremos nos manter atualizados e em condições de atuar de algum modo, é necessário compreender como as pessoas pensam hoje, em vez de rejeitar a forma como pensam.
Por exemplo, se um pai não aceita o comportamento ou a forma de pensar de um filho, este vai fazer tudo o que quer escondido, e o pai perderá sua função. Mas se entra na lógica do filho, é possível que tenha muito mais condições de atuar.
No mais, no que diz respeito à crítica baiana, ao culto a Glauber, bem como ao preço dos ingressos, em linhas gerais concordo com Setaro.
Sergio Lima
quarta-feira, 19 de outubro de 2005
coluna do setaro
é sempre um prazer acessar o site coisa de cinema, principalmente pela coluna do setaro, que é muito versátil e mistura crônica, crítica, lembranças, memórias, sempre sem perder o humor e seu rigor estilístico.
Ricardo Torres Gomes
segunda-feira, 10 de outubro de 2005
Cine Majestic
Olá!
acompanho o site, sempre que posso dou uma lida nos artigos.
Comentei um filme "Cine Majestic" de Frank Darabont, nunca achei muitos comentários sobre essa obra, acho uma verdadeira homenagem ao cinema clássico de hollywood.
escrevi um texto em meu blog (corte-seco.blogspot.com) se puderem ler, levantarem discussões ou escreverem sobre o filme, acho uma obra interessante e pouco discutida.
Abraços! continuem com o bom trabalho!
Rafael Armbrust
sexta-feira, 7 de outubro de 2005
Fazer Cinema
Gostaria que o coisa de cinema proporcinasse cursos e encontros entre os amantes do cinema que frequentemente recebem suas notícias e visitam seu site. Tornar-se um polarizador não apenas em interpretar o cinema e organizar mostras mas também na produção de filmes.
Roudrigo
terça-feira, 27 de setembro de 2005
Júlio Gomes
Confesso que vou assistir muitas outras vezes ao filme "Em Busca da Terra do Nunca", a fim de perceber o detalhe apontado na obra pelo ilustre crítico. Em tempo, a crítica feita não foi capaz de mudar minha opinião. Continuo classificando a película como bela, leve e bem feita.A sensação de bem-estar sentida nos dez primeiros minutos é a mesma que se prolongará pelos 120 minutos seguintes.Nãoé um trabalho perfeito, mas a quantidade de detalhes positivos que podem ser levantados é muito maior do que todos os detalhes negativos eventualmente existentes...
Abraço.
Martius
sábado, 17 de setembro de 2005
FLOG DE CINEMA
GOSTARIA DE CONVIDAR A TODOS A VISITAREM O FLOG
http://shintocine.nafoto.net.
ESPERO POR LÁ!
Airton
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
Oficina Tata Amaral
Workshop com Tata Amaral em 30/09 e 01/10 no STUDIO FATIMA TOLEDO
FATIMA TOLEDO, pioneira na área de preparação de atores e reconhecida por diversos trabalhos de alta relevância no cinema (Pixote, Central do Brasil, Desmundo, Cidade de Deus e outros), recebe em seu Studio, a diretora Tata Amaral para a realização de um curso de direção com atores, diretores e cinéfilos.
Dias e Horários:
Sexta-feira (30/09/05)- 19:00 às 22:00 hs.
Sábado (01/10/2005)- 10:30 às 13:30 hs e 14:30 às 17:30 hs.
Tata Amaral dirigiu diversos vídeos, cinco curtas e dois longas-metragens, com os quais obteve vários prêmios em festivais nacionais e internacionais.
Atualmente prepara o longa “Antônia” e desenvolve as oficinas para o documentário “De Perus a Capão Redondo”.
As inscrições já estão abertas!
Endereço: Rua Bagé, 194 – Vila Mariana. São Paulo – SP
Contato: 5549 5087 / 5579 0067
divulgação@studiofatimatoledo.com.br
www.studiofatimatoledo.com.br
Atenciosamente, Natalí Alencar (Divulgação Studio Fatima Toledo)
Natalí Alencar
segunda-feira, 22 de agosto de 2005
videoclip
Sou cantora, compositora e estou me formando em artes plásticas pela universidade estadual de londrina.Pretendo realizar o trabalho de conclusão de curso realizado a produção de um videoclip para meu primeiro album que será lançado em outubro.Meu problema é com a elaboração do texto.Se alguém se sensibilizar com a questão, agradeceria sugestões de bibliografias e temas a serem discutidos.Valeu o espaço.
gisele
Surpresa, surpresa
Foi uma surpresa para mim. Dentre tantos sites insignificantes, encontrei o Coisas de Cinema. Amei, adorei, me apaixonei. Tantos artigos bons e gente que ama a sétima arte. Quem quiser dar uma passada no meu blog - misszimmer.zip.net - vai encontrar, também, só coisas de cinema. Espero vocês. Em tempo: em trabalho num cinema. Vou divulgar o site antes das sessões ...
Socorro Araújo
sábado, 20 de agosto de 2005
Cinema e violência
Estou escrevendo uma tese sobre cinema e violência. Quem se interessar ou tiver alguma opinião a respeito, entre em contato comigo:mariotpoeta@yahoo.com.br
Mário
sexta-feira, 12 de agosto de 2005
Parabens
Conheci esse site a pouco tempo e realmente vale a pena visitar. Parabéns a Júlio Gomes belo trabalho!!!!!!!!
Neide Regis
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
Casa de Areia e Névoa
Indiscutivelmente um filme depressivo e pessimista! É como se a vida não permitisse o entendimento e como se Deus fosse cego, mudo e surdo. Ótimos atores, bela produção, triste e vago propósito. Enfim, um incentivo àqueles que esperam um motivo para morrer! Odiei!!!
Marcelo Kleitson
quinta-feira, 4 de agosto de 2005
Crítica de Júlio Gomes a O Fantasma da Ópera
Em minha opinião, o filme é belíssimo, contendo boas interpretações e músicas. O espetáculo de cores e imagens a que se refere o nobre crítico só faz engrandender o espetáculo. Ao que me pareceu, houve muita má vontade do Júlio Gomes em fazer uma boa análise, tocado, talvez, por um posicionamento pessoal desfavorável em relação ao Diretor, ou por verdadeira afetação, que o leva, inclusive, a pôr em dúvida a capacidade poética de um Caetano Veloso. Ao final do filme, fiquei com a impressão de ter assistido a um conjunto de cenas, músicas e interpretações memoráveis...
Janus
segunda-feira, 25 de julho de 2005
Dardenne
moro em portugal, posso dizer que os filmes dos irmãos dardenne são as melhores coisas que apareceram no cinema nos últimos anos. todos que amam o cinema merecem conhecer essa cinematografia.
vocês terão uma boa surpresa!
André Luís
segunda-feira, 4 de julho de 2005
Studio Fátima Toledo
Prezados Senhores,
O Studio Fatima Toledo atua no ramo cinematográfico, na área de preparação de atores.
Alguns trabalhos notáveis já foram realizados por nossa equipe como Pixote, Desmundo, Central do Brasil, Cidade de Deus, entre outros.
Nossa empresa também oferece cursos de treinamento de atores para Cinema e Televisão.Elaboramos a programação do segundo semestre de 2005 e gostaríamos de divulga-la, se possível entrem em contato conosco.
Desde já agradeço a sua atenção e aguardo um retorno,
Luana Csermak
Divulgação
Tel: (11) 5579-5087
divulgação@studiofatimatoledo.com.br
Luana Csermak
segunda-feira, 13 de junho de 2005
PARABÉNS
Nunca é tarde para um elogio. Conheci o Coisa de Cinema no início, já que por uma feliz coincidência, fui colega de Ana na FACOM. Só agora conheci o site e tive o prazer de abri-lo nos comentários de André Setaro, o melhor professor que encontrei nessa faculdade. Parabéns pelo trabalho e por me fazer pensar em estudar jornalismo novamente.
Rigó
homem cordial
Estou abismado com a defesa feita nesta Revista pelo critico de cinema Andre Setaro ao video fim do homem cordial. Um video que faz claramente a apologia do sequestro como forma de mudança do status quo. Até aonde eu saiba sequestro é uma forma de terrorismo. Ele afirma que `A apreciação de O Fim do Homem Cordial deve ser feita a partir da compreensão dessa estética sui generis do estupro visual e da manipulação das imagens em função de um processo de transferência de significados´. Ora, ora, acredito que os leitores desta revista sejam inteligentes o suficiente para, se chegarem a assistir o video, perceber o quanto de frase de efeito tem essa afirmação. Convenhamos, aquela peça de video é um lixo, seja vista como cinema, 5 minutos, audio-visual, o que seja. Havendo ou não a ideia de sequestro, ainda assim é um lixo. Estetica do estupro visual, a quem ele pensa que engana?
Sergio Lima
quarta-feira, 4 de maio de 2005
Esses Moços
Prezado Claudio,
Não sou cineasta e nem de longe crítica de cinema, mas graças a Deus sempre tenho opinião, sobre o que vejo, leio escuto, enfim... Assim sendo acredito que todos nós, inclusive os “pobres mortais”, tenham o direito de se manifestar. Li sua crítica sobre o filme Esses Moços, respeito, mas discordo. Tive a oportunidade de assistir ao filme mais de uma vez e posso dizer que adorei! Não só eu como a grande maioria do público que assistiu junto comigo, inclusive no Festival de Recife.
Em primeiro lugar acho que você não compreendeu muito bem o filme. Na minha opinião o autor não se perdeu, ele contou uma estória, com começo, meio e fim! Não acredito também que ele tivesse a intenção de fazer um filme de denúncia e sim um filme de ficção, falando das relações humanas. Apesar de mostrar a crueldade da nossa realidade ele não se deteve a isso, ele quis ir além. Mostrou a realidade como ela é, como ela passa na nossa janela, no nosso dia a dia, mostrou a nossa indiferença e foi adiante! Acho que o cinema não tem a obrigação de denunciar, pode até fazer, mas contar uma estória, fazer a gente rir, chorar, lembrar, para mim como espectadora o mais importante é isso, e Esses Moços consegue fazer com maestria.
Sem me estender muito, vou comentar alguns pontos que você colocou,
começando pelo Velho (Inaldo), o que ele faz na praça? Ora ele está perdido!
Não sei se você assistiu ao filme até o final, mas ele é um velho que fugiu do asilo, que o sufocava, assim como muitos outros velhos que existem por aí!
Segundo, ele tem problemas de memória, coisa comum à idade, (Alzaimher) provavelmente.
O que se passa com ele é isso, fica bastante claro! A solidão, o abandono, a fuga, as amizades...Enfim a velhice, não há necessidade de ser literal.
As crianças! Quanto aos gritos, não sei se você já teve a oportunidade de observar crianças de rua, principalmente as que fazem o papel de quem explora, no caso a mais velha que ocupa o lugar do adulto.(sem falar naquele som péssimo e agudo de Recife, né?) , geralmente há muita gritaria entre eles.
Você fala que não há evolução dos personagens? Discordo, há um crescimento da maior, que no final da estória abre mão da irmã, para que ela tenha uma vida melhor e segue seu rumo, o da prostituição. A menina menor, fica claro que conserva a inocência e vontade de mudar de vida, ainda não foi engolida pela rua. Quanto à motivação que as faz andar pela cidade é óbvia, elas acabaram de chegar do interior, estão lutando pela sobrevivência e explorando as ruas.
Falando nisso o “bandidão”, fica claro que é um assassino, e está no papel dele; não sei se você sabe, mas na cidade baixa, anualmente, muitas crianças são exterminadas naquela região e em outras também. Ele vive por ali e tem a preocupação clara de garantir que ninguém vai denunciá-lo. Ele também alicia menores e as leva para a prostituição. Só porque ele usa um óculos Ray-Ban ele é um esteriótipo? Psicopatas são esteriótipos humanos?
Quanto à gangue, eles se vestem como os meninos de rua que normalmente tentam imitar meninos da classe média, porque acredito eu, que a idéia seja essa, serem meninos de rua. Não tem maior destaque por que a estória a ser contada não é a deles, eles são um elemento a mais no filme! Acho que não podemos esperar desse filme uma versão baiana de “Cidade de Deus”, não acredito que o autor tenha tido essa intenção.
Esses Moços é um filme simples, feito com atores desconhecidos do grande público, mas que nem por isso deixam de ter valor e dar conta do recado.
Na minha modesta opinião ele conta a estória de forma competente e nos emociona.
Fala de amizade, compaixão, amor, da solidão e do abandono também, é poético!
Sugiro que você assista ao filme novamente, se tiver oportunidade.
Quanto às comparações que você fez com os outros filmes do autor, acho irrelevante, as pessoas continuam em frente, em movimento sempre!
Acredito que os críticos tenham necessidade de explicar tudo, nomear tudo, saber o por que de cada personagem, onde eles foram parar, etc... para mim a estória foi bem amarrada e não me deixou com nenhuma dúvida.
Atenciosamente,
Cristina de Melo.
Cristina de Melo
terça-feira, 29 de março de 2005
Videolocadoras
Olá, sou nova na cidade e gostaria de saber qual (quais)a melhor locadora da cidade.
Dauqelas que possuem bastante clássicos, filmes alternativos e mais raros de encontrar por ai.
Agradeço a colaboração!
Excelente site!
Um abraço!
Lu
terça-feira, 15 de março de 2005
Coluna do Setaro
A absolutização em detrimento do outro, do diferente, é, na minha opinião, uma forma de fundamentalismo. Achar que existe uma forma certa de fazer cinema e desrespeitar e generalizar outras possibilidades é uma atitude fundamentalista, além de, evidentemente, conservadora. Mas pouco me importa e não me interessa nem um pouco rotular alguém de fundamentalista, conservador, ou o que seja. O que quero destacar é que a lógica de Setaro no texto referido é semelhante àquela que alguns autores usaram quando o cinema surgiu, vendo nesta nova arte/linguagem uma ameaça à "grande literatura", ou à "arte verdadeira". Do mesmo modo, com o início do cinema falado muitos acharam que o "verdadeito cinema", a linguagem das imagens, seria corrompido pela palavra falada.
Na minha opinião, temos que procurar entender as novas formas de se pensar, sentir e perceber, e não simplesmente rechaçá-las. Um filme pode ser idiotizante sem utilizar a "estética do videoclip", como pode ser incrivelmente edificante utilizando-a. O fato concreto é que existem videoclips, e existe quem gosta deles. Portanto, a linguagem do videoclip inevitavelmente influenciará outras linguagens, assim como é e será influenciada reciprocamente. E é essa dinâmica que faz as coisas irem adiante. O aprisionamento a uma determinada tradição, ao contrário, é parente próximo da extinção.
Sergio Lima
amor à flor da pele
fecho com tudo o que o cláudio falou. o filme é bem lindo mesmo...me lembro de uma externa, e portanto menos claustrofóbica, onde eles se encontram numa escadaria na rua...parece que ambos chegaram aos seus limites, mas não...e não chegam nunca. bravo! lindo mesmo.
kátia najara
sábado, 12 de março de 2005
História e Cinema
Sou historiador e cinéfilo, e me preocupo com a trajétória dos filmes que se dizem "históricos" mas na verdade não passam de estóricos. Sabemos todos, que a principal função da História e fazer uma ponte com os acontecimentos passados, para explicar o presente. O problema quando o cinema utiliza a Históra, é a falta de responsabilidade com a verdade, condicionada por interesses implícitos, ou na criação de mitos. Fazendo uma comparação explicativa, é claro para os historiadores que o homossexualismo era socialmente aceito na antiguidade. Quando nos deparamos com filmes como Tróia e Alexandre, vimos que no primeiro a homossexualidade e escondida, pelo simples fato do Capital ser norte-americano, e esses são conhecidos por serem conservadores, e encaram muito mal esse tipo de questão. Alexandre, foi adiado pois o diretor Oliver Stone teve grande dificuldade de obter financiamento, pois quando mostrava o roteiro, não era interessante para os estudios, o filme foi iniciado com capital de outros países, e apenas no final, a Warner compareceu.
LEONARDO
quinta-feira, 3 de março de 2005
Coluna do Setaro
Achei o texto do Setaro bastante bom e convincente. O caro amigo está confundindo fundamentalismo com conservadorismo.
Jorge Alfredo
quarta-feira, 2 de março de 2005
fantasma e julio
quando o ´crítico` Julio Gomes valoriza ´os fios de cabelo q nao saem do lugar` ao arrazar `Fantasma da ópera´ já `carimbou`: êle nao entende nada de nadinha!! dó!!
DIANE MACHADO
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005
Coluna de Setaro
Lamentável a coluna de Setaro intitulada "Velocidade traumatiza a linguagem do filme". Opiniões conservadoras são lugar-comum, e inovações geralmente têm seus opositores. Isto pode ter um lado positivo e construtivo, para que não aceitemos tudo passivamente e possamos atentar para as mudanças e suas possíveis conseqüências. Porém, parece-me um tanto anacrônica a essencialização da linguagem do cinema, como se houvesse uma forma de se fazer cinema que fosse correta, e outras não. Toda nova linguagem ou meio, como inúmeros autores já discutiram e discutem, ocasionam modificações em outras linguagens e meios, bem como na própria percepção. Uma frase como "[v]iciada, a nova geração não mais aceita um filme normal, com a durée controlada e precisa, que, por desvio, tende a considerá-lo um filme lento e chato" é altamente questionável. "...filme normal"??? "... por desvio"??? Isto realmente existe, ou o cinema - como toda arte e como tudo na vida - está em constante mudança, nunca aceitando a norma e sempre executando desvios? Não é exatamente a dinâmica que mantém as coisas vivas? O fundamentalismo, ao contrário, só provoca a morte.
Sergio Lima
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005
coluna de setaro
excelente a coluna de setaro sobre as cores no cinema ou o cinema de cor.
Carlos Eduardo Figueiredo
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005
Júlio Gomes
Júlio Gomes não somente é um crítico capaz e honesto, como eleva a crítica cinematográfica à condição de arte.
Bulcão
terça-feira, 8 de fevereiro de 2005
Júlio Gomes
A chegada do crítico Júlio Gomes ao Coisa de Cinema é notícia alvissareira para todos aqueles que gostam de ler críticas inteligentes, reveladoras de quem entende do assunto sem, contudo, cair na "gravidade" e afetação tão comum à crítica praticada atualmente pelos que se consideram mais sérios e menos resenhistas. Júlio tem humor. O que, além do mais, é indispensável e oferece o prazer da leitura.
Gilberto Richmond
terça-feira, 21 de dezembro de 2004
Cabruêra
muito bom o site!
gostaria de reber o endereço de vcs pra enviar um cd do grupo paraibano cabruêra, que tem referências no cinema novo.
abs
arthur
arthur pessoa
segunda-feira, 18 de outubro de 2004
monopolio global
mais uma vez a rede globo através da globo filmes mostra seu poder ao emplacar todos os seus "casos especias" de tv nos cinemas brasileiros. filmes ruins, atores saturados da telinha e infelizmente sucessos de públicos. a dona da história só vem confirmar esse processo infeliz.
um grande abraço a todos que fazem o coisa de cinema.
eliana neves-alagoas
eliana neves
sexta-feira, 15 de outubro de 2004
Novos textos
Oi, gente, tudo bom?
Primeiro eu queria dar parabéns ao pessoal do site porque é muito bem feito e possui textos de extrema qualidade e bom senso.
Gostaria de saber também se há alguma possibilidade de eu publicar os meus textos também.
Um beijão a todos!
Andréa Faustino
Andréa de Oliveira Faustino
segunda-feira, 13 de setembro de 2004
Plágio
Tive recentemente um de meus roteiros de curta-metragem plagiado. O nome do plágio: Opressão. O nome do meu: Amores & Amantes. Meu roteiro está a disposição na internet. http://www.roteirodecinema.com.br/catalogo/amoreseamantes.htm
Estou tomando as devidas providência para que isto seja repado.
Abraços
Caco Baresi
Ator, diretor e roteirista
Caco Baresi
quarta-feira, 8 de setembro de 2004
comunicação
Preciso do enderereço eletronico do site para enviar um material sobre o Filme Araguaia: a Conspiração do Silêncio ( Premio Especial do Júri, do Festival de Gramado 2004).
Obrigado
marco antonio mauricio
quinta-feira, 2 de setembro de 2004
Equipamentos
Senhores,
Moro em Florianópolis, e trabalho com cinema a mais de 40 anos. Possuo equipamentos cinematográficos 35 mm importados.
Precisaria de informações a quem me reportar para oferecer a venda desses equipamentos e serviços de instalação.
Se puderem me ajudar, agradeço antecipadamente,
Ortiz.
Jorge Portella Ortiz
sexta-feira, 30 de julho de 2004
Curso de cinema em nível nacional
Prezados!
Se for possível favor divulgar neste site
o curso Luzes, Câmera, Ação! O Cinema e a História (I)
Curso em nível nacional à distância
Período: 4 de outubro 2004 a 04 de abril 2005
inscrições: estão abertas
inscrições online diretamente em http://www.neaad.ufes.br/cinema/
cartaz do evento
http://www.neaad.ufes.br/pages/Cinema&História/cartaz1a.jpg
http://www.neaad.ufes.br/pages/Cinema&História/cinema&historia.html
Mais informações em www.neaad.ufes.br
Agradecemos antecipadamente.
Geraldo Baldi
terça-feira, 27 de julho de 2004
Programação
Olá!!
Adoro o site de vcs.
Mas não tenho recebido a programção dos filmes que estão em cartaz em Salvador.
Um grande abraço.
Márcia Lessa
sexta-feira, 2 de julho de 2004
crìtica a crítica de cazuza- o filme
Sinceramente, as vezes penso se um crítico de cinema é capaz de enchergar um filme bom? A crítica feita por júlio Gomes, não confere realmente ao filme. Primeiro o filme é bom e de certa forma é a interpretação cinematográfica de um livro, que é o da mãe de Cazuza, é de se esperar a sua visão sobre o filho, e segundo, o pai de cazuza não parece chocado ao ver seu filho beijando um homem.Bom, ainda assim cada um com sua opinião, no mais o cinema brasileiro está ótimo e acho que a melhor crítica vem do público que está conseguindo enchergar que o cinema brasileiro não é só mais pornochanchada.
Karen Delnia de Assis
quarta-feira, 23 de junho de 2004
falar a respeito
nunca vi um site com tanta vontade de informar,defender e divulgar as tragetorias do cinema brasileiro é por essa e outras coisas que nao desisto de fazer cinema. parabens. e continuem lutando em defesa da cultura nacional.
salles fernandes
quarta-feira, 2 de junho de 2004
Cinema no Centro
Parabéns a todos da família Coisa de Cinema pela iniciativa de levar o cinema até o povo. A revitalização do Guarany/Glauber Rocha é um presente para todos os amantes do cinema: do passado, do presente e do futuro. Se precisarem de ajuda...
O Cinema (e de qualidade)é para todos!
Adelmo Ferreira da Silva
terça-feira, 25 de maio de 2004
PARABÉNS!!!!!
Claúdio Marques e toda equipe do Coisa de Cinema, vocês estão de PARABÉNS por acreditarem numa sociedade em que a arte cinematográfica utilizada para reflexão, inserção e contextualização do indivíduo é mais importante do que a mera alienação destes em estruras que estrapolam todos os níveis do real. O PANORAMA VIVERÁ POR MUITOS ANOS!!!
PARABÉNS AO Unibanco Arteplex – Glauber Rocha!!!!
Hélio Sacramento
segunda-feira, 10 de maio de 2004
Coisa de Cinema + Glauber Rocha
Contem conosco para a implantação desse belíssimo projeto, que está nas mãos certas, abraço,
Aninha Franco
Aninha Franco
quinta-feira, 18 de março de 2004
Parabéns!
O Panorama está demais! Por que é só uma vez por ano?!
Lúcia
quinta-feira, 11 de março de 2004
Estou com vocês
meus queridos amigos do coisa,
meu pensamento está aí com vocês nessa nova edição do Panorama.
Boa sorte e Parabéns!
Um grande beijo.
Flávia Diab
quarta-feira, 10 de março de 2004
release
onde consigo uma release ou sinopse dos curtas que vao ser apresentados no panorama?
dinnininha
sábado, 6 de março de 2004
seja herói
estou empolgadíssima para assisir à mostra de cinema
M A R G I N A L!!!
rebeca
terça-feira, 2 de março de 2004
Party Monster
Vocês vão exibir o filme Party Monster neste Panorama? Fiquei bastante frustrado em outro Festival pois o filme estava na programação e não foi exibido por problemas no envio do filme... Estou aguardando ansiosamente por este Panorama!!!
Arturo Mestanza
Andr | | | | |